A vida de uma menina mulher contada de uma outra forma...

21
Out 08

(faz parte do 1/4 de século, eu acho)

Lá fora tudo circula agitado. Gosto de observar a vida das pessoas.

 

Distante, vagueio e alheio-me a tudo.
Procuro quem fui outrora...
Distante tento resgatar toda aquela energia que não esgotava nunca...
Distante procuro a menina que fui e já não sou mais...
Aquela que ria, que vivia e não media tudo o que fazia. Aquela que queda após queda tinha forças para tudo e jamais perdia a coragem. Que sonhava e pensava que um dia mais tarde tudo ia valer a pena.
Será? Dei por mim a por em causa...tudo está posto em causa...
A rotina, o dia-a-dia e o desperdício de energia....
Perdi os sonhos, perdi a razão, perdi a vida e até o coração...
Se estou mal? Não estou não....
Infelizmente sinto-me um bloco de gelo que tudo analisa, que tudo pondera....
A vida? A minha vida tem sentido? Não sei...levanto-me de manhã num automatismo desenfreado, isolo-me e não procuro a companhia de ninguém....
Sozinha, desenlaço a minha tristeza e procuro em mim forças para de novo erguer. Coragem, penso!
Nunca desarmar, e arriscar sempre, porque vale apena viver.
Perdi nestes últimos tempos, uma casa comprada num objectivo comum que não foi longe, perdi um dos meus trabalhos, porque era necessário parar um pouco para equilibrar, perdi o meu avô, que tanto amei...
Faz hoje precisamente uma semana e esta tristeza que pensava que passava, aumenta dia após dia...
E neste turbilhão de acontecimentos perdi-te a ti...
Meti em causa e vi, achei...não soubeste lidar com este pequeno percalço na minha vida. Fugiste e não agiste! Até os amigos foram mais confortantes que tu. Não podemos conviver com as pessoas só quando temos fases boas...as más também fazem parte e é claro o meu estado de espírito ultimamente não anda bem...mas meteste a minha atitude em causa e isso não admito nunca! Não estou bem percebes, a cabeça não está bem porque o meu coração está vazio com esta perda. Com todas as perdas que ultimamente invadem a minha vida!
Respiro fundo, o sufoco que é querer gritar e não conseguir, querer chorar e não ter mais lágrimas e no fim deste nó na garganta dou por mim a despertar. E a pouco e pouco a pequenarebelde  luta internamente para recuperar a força, a vontade, a coragem, a rebeldia e acima de tudo o optimismo, a motivação e por fim o sorriso...

publicado por pequenarebelde às 16:55
sinto-me: fechada em mim

2 comentários:
Olá Pequena Rebelde eu chamo-me Maria de Fátima(sou a mimi).Só queria dizer-te que a vida é feita de perdas e de ganhos, fico triste por ti por esse amor ter desaparecido quando mais precisavas dele, estás em baixo pela morte do teu avô e por isso colocas tudo em jogo.Mas acredita que a vida vale mesmo a pena ser vivida.Beijinhos amiga e muita força.
P.S.:Já tenho um blog, chama-se o portal mágico, o endereço é mimienanico.blogspot.com
maria de fátima a 22 de Outubro de 2008 às 12:01

pequenarebelde
querida e doce amiga, tão grande, mas é ainda na crista da onda que te vejo vir, porque recuso a enxurrada, o turbilhão que tudo arrasta indiferente à fragilidade que se debate por ser forte.
Na crista da onda é que é o teu lugar, onde podes reencontrar a menina que serás sempre, constatar que tudo vale a pena e que mesmo a desolação que te acomete a vida, te tornará sempre mais forte e coesa de ti e contigo. É na crista da onda que retornas ao sonho. Da razão nem falo, estás firme como a rocha onde a onda te poisa docemente. E de onde te erguerás de novo, guerreira dos tempos a dar um sentido à vida, à tua vida.
Beijinhos amigos
NEOABJECCIONISMO a 24 de Outubro de 2008 às 13:55

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