A vida de uma menina mulher contada de uma outra forma...

02
Jul 08

Miúda rebelde e inconsequente onde estás tu? O relógio à muito que se afasta das nove e nem sinal de ti...Onde estás tu?
que me arrebataste com essa loucura de por do sol e nem o teu nome sei.
Assim se deixava levar pelo tempo em pensamento aquele deus grego....
O silêncio da música do bar a fechar deixava sobressair o som do mar...
Ao fechar a porta digo:
“acho que cheguei tarde” ele vira-se e diz: “Menina pensava que não vinhas mais”
A luz da Lua iluminava os nossos rostos...fomos novamente à beira-mar.
O meu silêncio deixava-o inquieto....percebia pelas mãos que não sabia o que fazer com elas.
Joana...disse eu...ele olhou-me:”é esse o nome da menina marota que me arrebatou a alma?”
“Menino, não digas isso...foi apenas uma aventura que suponho que estejas habituado se és o jeitoso da praia” sussurro eu enquanto sorrio...
“Pedro....”diz ele”...e não, não estou habituado a que uma miúda me arrebate tal como o fizeste! Porque o fizeste?”
 Os meus pensamentos divagam...não gosto de perguntas....
Puxo-o para junto de mim e rebolamos ao som das ondas sobre o olhar atento do brilho da Lua.
“Por vezes sinto que estou a sonhar”....sussurra-me ao ouvido....e eu digo” aproveita o sonho que não vais acordar”
Joana e Pedro que de um momento para o outro se entregam vezes sem conta...sem saber quem são ou como são....
O mais leve espírito do amor, sem rodeios....dar e receber sem perguntas, sem paleios...

Espero que tenham gostado....sou assim livre e solta...quase tão rebelde quanto os meus pensamentos.....

publicado por pequenarebelde às 18:45
sinto-me: rebelde
música: Pink Floyd
tags:

2 comentários:
Pequena, mas enorme ... Rebelde e tão doce.


Um grande beijo amiga.
joão Cordeiro a 2 de Julho de 2008 às 22:35

pequenarebelde.
Imagino que sonhas. Também eu sonhei um, dia fazer amor à beira do mar. Com alguém que amasse. Que comigo sentisse o momento sublime do encontro da palavra amar com a palavra mar.
Mas não da forma como o descreves. Um encontro de acaso. Sem precedentes de afectos. Assim de súbito, amarem-se na areia húmida junto ao mar. No silêncio de si e do mar. Mas sem a componente dos afectos.
Gostei do texto. Gosto da tua forma de expressão rebelde.
Beijinhos amigos
NEOABJECCIONISMO a 2 de Julho de 2008 às 23:24

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